Vendas de material de construção se mantêm estáveis no Nordeste e no Centro-Oeste do Brasil

Demais regiões do país apresentaram retração. Desempenho foi negativo para todos os segmentos pesquisados

As vendas de material de construção se mantiveram estáveis no Nordeste e no Centro-Oeste do Brasil no mês de setembro. Já as demais regiões do país apresentaram queda de 11% (no Sul e Sudeste) e de 5% (no Norte) no período.

Os dados são do estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer e Siamfesp. O levantamento ouviu 530 lojistas das cinco regiões do país entre os dias 24 e 30 de setembro e a margem de erro é de 4,3%.

Segundo o levantamento, no geral as vendas retraíram 8% no mês, em comparação com agosto. No acumulado do ano, o setor tem um desempenho negativo de 6%, mesmo índice apresentado nos últimos 12 meses.

Todas as categorias pesquisadas apresentaram queda, principalmente cimento (-11%) e revestimentos cerâmicos (-9%). Tintas, fechaduras e ferragens retraíram 5%, metais e louças sanitárias tiveram queda de 4% e telhas de fibrocimento tiveram desempenho estável no mês.

Para o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, os resultados de setembro refletem o atual cenário econômico brasileiro: “Hoje, o endividamento das famílias está muito mais alto do que, por exemplo, na crise de 2009. Fora isso, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, referentes ao mês de agosto, revelam que o Brasil fechou 86.543 vagas formais de trabalho no mês e já registra demissão líquida de 572,8 mil trabalhadores em 2015. E o número de desempregados também cresceu, porque houve um aumento do número de pessoas que estavam fora do mercado de trabalho e que agora estão procurando emprego. Toda vez que temos diminuição de crédito e redução de número de empregos isso se reflete de forma quase que instantânea no nosso setor”, declara.

Conz lembra que, em agosto, a pesquisa indicou uma retomada de pequenas obras e reformas em todo o país, mas afirma que as notícias sobre o corte de crédito do Brasil e a perda do grau de investimento também repercutiram de forma intensa entre os consumidores. “O perfil de crédito do Brasil enfraqueceu ainda mais e isso acaba repercutindo na diminuição da confiança do consumidor, que já vinha sofrendo com a diminuição do emprego e do crédito”, explica.

A Pesquisa da Anamaco revelou, também, que em setembro aumentou o otimismo (de 20% para 23%) o e o pessimismo (de 55% para 57%) dos lojistas com relação às ações do governo. A pretensão de se fazer novos investimentos no próximos 12 meses também retraiu em todas as regiões, exceto no Norte (onde aumentou de 42% para 54 %) e no Sudeste (de 23% para 24%). Já a intenção de contratar novos funcionários em outubro está em torno de 11%, índice próximo de agosto.

Mais informações:

Assessoria de Imprensa – Anamaco

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