Economia: BNDES e “Banco dos BRICS” realizam o 1º desembolso a operação no Brasil

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Abril, 2018 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o New Development Bank (NDB), conhecido como “banco dos BRICS”, realizaram nesta terça-feira, 17, o primeiro desembolso conjunto para uma operação de financiamento no Brasil. A liberação, no valor de US$ 67,3 milhões, é a maior já realizada pelo NDB e faz parte de contrato assinado com o BNDES há 1 ano para apoiar projetos de energia renováveis.

  • Foram liberados US$ 67,3 milhões para 6 parques eólicos no Piauí e em Pernambuco
  •  É o maior desembolso do NDB desde que a instituição foi criada, em 2014, por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul

Os recursos destinam-se a 6 parques de energia eólica nos Estados do Piauí e de Pernambuco. Eles integram o Complexo Eólico Araripe 3, do Grupo Casa dos Ventos, composto, no total, de 14 parques, nos municípios de Simões e Currais Novos (PI) e Araripina (PE). Ao todo, o complexo terá capacidade instalada de 358 megawatts, por meio de 156 turbinas geradoras de energia.

Cooperação – O BNDES e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, sigla em inglês para New Development Bank) assinaram há 1 ano contrato no valor de US$ 300 milhões, para apoiar, com recursos do NDB, investimentos em geração de energia eólica, solar, hidrelétrica (pequenas centrais hidrelétricas) e a partir de biomassa (biogás e resíduos agrícolas).

Estima-se que a cooperação viabilizará investimentos que adicionarão em torno de 600 MW à capacidade de geração brasileira. O BNDES usará os recursos do NDB para diversificar e ampliar suas fontes de recursos e promover suas linhas de financiamento existentes para o setor de energias alternativas, como já faz com recursos provenientes de outros organismos multilaterais e agências oficiais de crédito.

A matriz elétrica brasileira, embora renovável, tem mais de 60% de sua geração a partir de fonte hidrelétrica, que tende a ficar cada vez mais exposta aos efeitos da mudança climática e aos períodos de seca. Nesse contexto, a nova parceria busca fomentar energias alternativas, apoiando a diversificação da matriz e incrementando a segurança do sistema no futuro, a fim de garantir o fornecimento para todos os setores da economia.

Fonte: Imprensa/BNDES

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