{"id":1367,"date":"2016-04-14T17:27:54","date_gmt":"2016-04-14T17:27:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=1367"},"modified":"2016-04-14T17:27:54","modified_gmt":"2016-04-14T17:27:54","slug":"hidreletricas-na-amazonia-um-mau-negocio-para-o-brasil-e-para-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=1367","title":{"rendered":"Hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia: um mau neg\u00f3cio para o Brasil e para o mundo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\"><i>Relat\u00f3rio do Greenpeace mostra por que as hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia n\u00e3o s\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o de energia limpa e traz cen\u00e1rios alternativos \u00e0 usina de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s a partir de fontes como e\u00f3lica, solar e biomassa<\/i><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1368\" aria-describedby=\"caption-attachment-1368\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/TAPAJ\u00d3S.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1368 size-medium\" src=\"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/TAPAJ\u00d3S-300x200.jpg\" alt=\"TAPAJ\u00d3S\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1368\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #003366;\">Parte da terra do povo Munduruku, que vive ao longo do Rio Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1, poder\u00e1 ser alagada pela hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s. \u00a9 <span style=\"color: #ff0000;\">Valdemir Cunha \/ Greenpeace<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia tem sido apresentada como indispens\u00e1vel para garantir o crescimento do pa\u00eds. No entanto, exemplos recentes de instala\u00e7\u00e3o dessas usinas na maior floresta tropical do mundo est\u00e3o mostrando que, na realidade, elas n\u00e3o passam de uma falsa solu\u00e7\u00e3o \u2013 e est\u00e3o longe de ser limpas ou sustent\u00e1veis.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">Atropelamento de direitos humanos, impactos profundos na biodiversidade e nas comunidades tradicionais, viola\u00e7\u00e3o de leis e acordos internacionais e den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o generalizada (como se viu a partir de depoimentos da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato sobre a usina de Belo Monte, no Rio Xingu) s\u00e3o alguns exemplos que t\u00eam caracterizado a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas na regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Al\u00e9m de todos esses problemas, as usinas instaladas em \u00e1reas de floresta tropical emitem quantidades consider\u00e1veis \u200b\u200bde gases de efeito estufa \u2013 di\u00f3xido de carbono e metano \u2013 como resultado da degrada\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o alagada e do solo. \u00a0Com todos esses impactos na balan\u00e7a, \u00e9 imposs\u00edvel classificar as hidrel\u00e9tricas como energia limpa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em busca de verdadeiras solu\u00e7\u00f5es , o Greenpeace Brasil lan\u00e7a nesta quarta-feira, 13 de abril, o relat\u00f3rio \u201cHidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia: um mau neg\u00f3cio para o Brasil e para o mundo\u201d, que apresenta cen\u00e1rios de gera\u00e7\u00e3o de eletricidade utilizando fontes renov\u00e1veis mais limpas e menos prejudiciais, como a combina\u00e7\u00e3o de e\u00f3lica, solar e biomassa. Esses cen\u00e1rios mostram que, aliando investimento nessas fontes e medidas de efici\u00eancia energ\u00e9tica, \u00e9 poss\u00edvel garantir a energia que o Brasil precisa sem destruir a Amaz\u00f4nia.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong><strong>Leia o relat\u00f3rio em portugu\u00eas<span style=\"color: #0000ff;\"> <a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/t.hsms10.com\/e1t\/c\/*W6p7TVJ55GLkzW97nH_-49f-B30\/*W3h2cnS9frpDNN77wQQ8RtDwH0\/5\/f18dQhb0S1Wb2WJLfhW12hmQH2XY65zW2wdCrx732PzYW7-LzLQ6MKHwWW6QSBpH4SfJBkW3KbJw17YtKWGW5J0KKF7vQs5cW5J6FQp4sWkFMN8wXgk0FWvsVW8NT0Hm4mYy_tN6ZlTgWTyBhXW2KTS6h7SNDRGW8JkG_142THftVwBXCN2w_7kpW6xgZlM50lVyhW19dMr679PBmnW1Y05hc4-ZNQhW3sJ1wP8c9j-rW2qXw89592xkxW53HyB64Rx59SVcfXmb6bzxM0W1Q4rWj1fv1yJVzvp8g56Xl1lN8f2mwnlttpWW5M_g9r5y9dmZN47vtzYqjJDlN3Cdb4p4t3rBW4bgCyl63-CNbW5ty_fr8bXdPxW5r02Ld37cKjXW7hfm9y5fHLKFW6pPXTB3hB3KpW8kfTnZ5bsNcvN6cR77_DTtTVW6VmGrC8-5QBYW7Cd_mS7SFV8jW7Qf64w1HWLk2W28-Nzr5Q8hpFVV7FsC78tWHFW5zS5MM8XvtP7W10946M6TyRvyW926MSz82ClbbW4Wsryf6S2MtCW5NFMxX6s3qcNW4ZpSll4fyTDxW3CnKPH2jrLGyW4g57Th3kmhQGW7K-4bg3d07D0W1nN0QG5tQyqhW3vpXxV8Xld2BW4mnw0m1Mcr7DW97KjJj6-gQTSW9g2S256XHp_GW1TpWxl7mMttC111\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/span> (resumo entre as p\u00e1ginas 3 e 5)<\/strong><\/strong><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Utilizando como exemplo a hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s, cuja capacidade instalada \u00e9 de 8.040 MW, com uma m\u00e9dia de energia firme esperada de 4.012 MW, \u00e9 poss\u00edvel que uma combina\u00e7\u00e3o dessas novas fontes renov\u00e1veis gere a mesma quantidade de energia firme prevista (4.012 MW) em um mesmo per\u00edodo de tempo e com um patamar similar de investimento, caso o n\u00edvel atual de contrata\u00e7\u00e3o dessas fontes por meio dos leil\u00f5es aumentasse em 50%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Cen\u00e1rios de fontes renov\u00e1veis para substituir o projeto da hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s<\/strong><\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.greenpeace.org.br\/hubfs\/Email\/Imprensa\/Tabela.png?t=1460558017472\" alt=\"Tabela.png\" width=\"706\" height=\"198\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><i>Tabela mostra a combina\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis capazes de substituir hidrel\u00e9trica no Tapaj\u00f3s<strong><em>.<\/em><\/strong><\/i><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s \u2013<\/strong> Prevista para ser constru\u00edda no rio Tapaj\u00f3s, em uma \u00e1rea que abrange o territ\u00f3rio ancestral do povo ind\u00edgena Munduruku, ela ser\u00e1 a maior usina prevista para a Amaz\u00f4nia depois de Belo Monte, no Xingu. Se constru\u00edda, ir\u00e1 alagar 376 km\u00b2 de floresta em uma regi\u00e3o classificada por especialistas como de biodiversidade excepcional at\u00e9 para padr\u00f5es amaz\u00f4nicos. \u201cA aposta em novas hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia tem causado enorme destrui\u00e7\u00e3o e se mostrado um erro desastroso para o pa\u00eds e para o mundo\u201d, afirma Danicley de Aguiar, da Campanha da Amaz\u00f4nia do Greenpeace.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Empresas internacionais de olho na Amaz\u00f4nia \u2013<\/strong> Hoje ativistas do Greenpeace na Alemanha estiveram na sede da Siemens em Munique para informar os executivos e trabalhadores a respeito dos potenciais problemas envolvidos na constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s. A Siemens \u00e9 uma das empresas que poder\u00e1 participar do projeto fornecendo tecnologia para a gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de energia. Por meio da Voith Hydro, a empresa j\u00e1 esteve envolvida em outros projetos danosos, como o de Belo Monte, marcado por viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos e cercado por esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o. \u201cA Siemens est\u00e1 pr\u00f3xima a se envolver em um novo projeto que vai causar ainda mais destrui\u00e7\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Em vez de contribuir com isso, tanto ela como as outras empresas interessadas deveriam ajudar o Brasil a desenvolver um futuro de energia verdadeiramente limpa\u201d, afirma Aguiar. \u201cJ\u00e1 o governo brasileiro deve cancelar seus planos para novas hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia e investir nas energias verdadeiramente limpas\u201d, completa ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #003300;\">Fonte: Assessoria de Imprensa Greenpeace Brasil<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio do Greenpeace mostra por que as hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia n\u00e3o s\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o de energia limpa e traz cen\u00e1rios alternativos \u00e0 usina de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s a partir de fontes como e\u00f3lica, solar e biomassa A constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia tem sido apresentada como indispens\u00e1vel para garantir o crescimento do pa\u00eds. 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