{"id":26986,"date":"2026-07-28T22:52:27","date_gmt":"2026-07-29T01:52:27","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=26986"},"modified":"2026-07-28T22:52:27","modified_gmt":"2026-07-29T01:52:27","slug":"vendas-de-maquinas-de-linha-amarela-devem-crescer-4-em-2026-aponta-estudo-sobratema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=26986","title":{"rendered":"Vendas de m\u00e1quinas de linha amarela devem crescer 4% em 2026, aponta Estudo Sobratema"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo diante de um cen\u00e1rio econ\u00f4mico marcado por juros elevados, cr\u00e9dito mais restrito e incertezas no ambiente de neg\u00f3cios, a comercializa\u00e7\u00e3o de equipamentos da linha amarela deve crescer 4% em 2026, alcan\u00e7ando 35.843 unidades. As proje\u00e7\u00f5es foram apresentadas durante o&nbsp;<strong>2\u00ba Radar Tend\u00eancias<\/strong>, promovido pela&nbsp;<strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tecnologia e Gest\u00e3o de Equipamentos (Sobratema)<\/strong>.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O primeiro semestre confirmou um mercado consistente. A expectativa \u00e9 de um segundo semestre mais cauteloso, mas suficiente para consolidar esse resultado&#8221;, afirmou Claudio Schmidt, coordenador do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos. As vendas totais de m\u00e1quinas, que incluem a linha amarela, guindastes, compressores port\u00e1teis, manipuladores telesc\u00f3picos, plataformas elevat\u00f3rias, equipamentos para concreto, caminh\u00f5es rodovi\u00e1rios e tratores pesados de pneus, dever\u00e3o atingir 58.611 unidades em 2026, tamb\u00e9m com expans\u00e3o de 4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Felipe Fraz\u00e3o, s\u00f3cio-diretor da MGM Loca\u00e7\u00f5es, o setor poderia crescer de forma mais acelerada, se n\u00e3o fosse a alta taxa de juros, que limita novos investimentos. \u201cMuitas empresas aumentam o volume da frota para diluir custos fixos, mas isso nem sempre representa aumento de rentabilidade\u201d, analisou.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mesma avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada por Rafael Murrer, economista s\u00eanior do Banco Bradesco, que destacou o impacto da pol\u00edtica monet\u00e1ria sobre toda a cadeia produtiva. &#8220;Os juros elevados desaceleram o crescimento econ\u00f4mico, reduzem a expans\u00e3o do cr\u00e9dito e tornam as decis\u00f5es de investimento mais criteriosas\u201d, explicou. A expectativa \u00e9 que este ano a Selic fique em 13,75%, segundo proje\u00e7\u00f5es do banco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Domage Ribas, gerente de Equipamentos da Crasa Infraestrutura, esse contexto exige uma mudan\u00e7a na forma como as empresas administram seus ativos. &#8220;Com juros elevados, cada decis\u00e3o de investimento precisa ser muito bem fundamentada. As empresas passam a olhar com muito mais profundidade para diversas quest\u00f5es, como custo total de propriedade do equipamento, consumo, disponibilidade, produtividade e vida \u00fatil. Comprar melhor, planejar melhor e medir melhor se tornou uma vantagem competitiva\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No primeiro semestre, o setor p\u00fablico assumiu a lideran\u00e7a das compras, respondendo por 23% das vendas, seguido pela constru\u00e7\u00e3o pesada (22%), loca\u00e7\u00e3o (19%), constru\u00e7\u00e3o leve (14%), agro e florestal (12%) e minera\u00e7\u00e3o (10%). Na avalia\u00e7\u00e3o de Schmidt, esse desempenho do governo representa um movimento espec\u00edfico do momento, sem alterar a tend\u00eancia hist\u00f3rica do mercado, com constru\u00e7\u00e3o pesado e loca\u00e7\u00e3o alternando na primeira coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Estudo Sobratema tamb\u00e9m apontou que 39% dos usu\u00e1rios trabalham com at\u00e9 10% da frota parada e que 21%, com at\u00e9 20% da frota parada. Na vis\u00e3o de&nbsp;<strong>Jord\u00e3o Coelho Duarte<\/strong>, diretor de Opera\u00e7\u00f5es da Skava-Minas, esse \u00e9 um dos indicadores mais sens\u00edveis para a gest\u00e3o dos neg\u00f3cios. &#8220;Manter cerca de 10% da frota parada \u00e9 saud\u00e1vel, pois garante capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o imediata para atender novos contratos e cumprir os prazos exigidos pelos clientes. O problema surge quando esse percentual ultrapassa 20%, especialmente em um setor intensivo em capital. Mais importante do que o tamanho da frota parada \u00e9 o tempo em que esses equipamentos permanecem sem utiliza\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mercado de loca\u00e7\u00e3o tem conquistado cada vez mais espa\u00e7o no setor de m\u00e1quinas. Os dados do Estudo apontam que 58% das construtoras alugam at\u00e9 10% dos equipamentos utilizados em suas obras. &#8220;Existe um espa\u00e7o importante para crescimento. Em mercados mais desenvolvidos, a loca\u00e7\u00e3o representa entre 40% e 45% da utiliza\u00e7\u00e3o dos equipamentos. Essa tend\u00eancia tamb\u00e9m deve se consolidar no Brasil\u201d, ponderou Schmidt.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Mairon Karr, diretor de Neg\u00f3cios da Armac, o setor vive uma transforma\u00e7\u00e3o silenciosa, com empresas buscando cada vez mais flexibilidade. \u201cO mercado vive um processo cont\u00ednuo de renova\u00e7\u00e3o das frotas, combinando aquisi\u00e7\u00e3o, venda e loca\u00e7\u00e3o conforme a necessidade operacional de cada momento\u201d, avaliou. Segundo ele, o valor residual do equipamento \u00e9 um dos fatores que mais influenciam o custo-hor\u00e1rio da m\u00e1quina. \u201cQuanto melhor for essa engenharia financeira ao longo do ciclo de vida do ativo, maior ser\u00e1 o retorno\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Afonso Mamede, presidente da Sobratema, lembrou que o setor passou por uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o silenciosa, nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cSa\u00edmos de equipamentos anal\u00f3gicos e isolados para frotas inteligentes, conectadas e monitoradas em tempo real. O que h\u00e1 20 anos parecia fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica hoje \u00e9 padr\u00e3o nas opera\u00e7\u00f5es. E a pr\u00f3xima revolu\u00e7\u00e3o certamente j\u00e1 est\u00e1 a caminho&#8221;.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aos debates tamb\u00e9m contaram com as avalia\u00e7\u00f5es de Rafael Nieweglowski, diretor Comercial da Volvo-CE, e Manuel Lovato, diretor de Planejamento e Pe\u00e7as da Komatsu, que trouxeram suas perspectivas do mercado e como suas respectivas empresas t\u00eam atuado no pa\u00eds.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros indicadores importantes foram: 39% das empresas operam equipamentos com at\u00e9 cinco anos de uso e 43% possuem m\u00e1quinas entre cinco e dez anos, demonstrando um processo cont\u00ednuo de renova\u00e7\u00e3o dos ativos; e cerca de 39% das aquisi\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas com capital pr\u00f3prio, enquanto apenas 17% utilizam opera\u00e7\u00f5es via CDC, refletindo um cen\u00e1rio de cr\u00e9dito mais restrito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O 2\u00ba Radar Tend\u00eancias teve o apoio da JCB, Komatsu, Putzmeister, Trimble e Volvo.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo diante de um cen\u00e1rio econ\u00f4mico marcado por juros elevados, cr\u00e9dito mais restrito e incertezas no ambiente de neg\u00f3cios, a comercializa\u00e7\u00e3o de equipamentos da linha amarela deve crescer 4% em 2026, alcan\u00e7ando 35.843 unidades. As proje\u00e7\u00f5es foram apresentadas durante o&nbsp;2\u00ba Radar Tend\u00eancias, promovido pela&nbsp;Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tecnologia e Gest\u00e3o de Equipamentos (Sobratema).&nbsp; &#8220;O primeiro semestre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":26987,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[28044,8353,8696,10300],"class_list":["post-26986","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-maquinas-e-equipamentos","tag-sobratema-2","tag-obras-de-infraestrutura","tag-pas-carregadeiras","tag-retroescavadeiras"],"blocksy_meta":[],"spectra_blocks_featured_image_url":{"thumbnail":{"url":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/c762544f86fd8421d040ca2923608812-150x150.jpg","width":150,"height":150},"medium":{"url":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/c762544f86fd8421d040ca2923608812-300x225.jpg","width":300,"height":225},"medium_large":{"url":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/c762544f86fd8421d040ca2923608812-768x576.jpg","width":768,"height":576},"large":{"url":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/c762544f86fd8421d040ca2923608812-1024x768.jpg","width":1024,"height":768},"full":{"url":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/c762544f86fd8421d040ca2923608812.jpg","width":1280,"height":960}},"spectra_blocks_author_info":{"display_name":"Jornal da Constru\u00e7\u00e3o Civil","avatar_url":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/plugins\/ultimate-member\/assets\/img\/default_avatar.jpg","author_link":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?author=1","description":"Desde de 2013, levando muitas informa\u00e7\u00f5es, lan\u00e7amentos e produtos de qualidade para toda cadeia produtiva da constru\u00e7\u00e3o. O Futuro da constru\u00e7\u00e3o passa por aqui,"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26986"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26986\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26988,"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26986\/revisions\/26988"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/26987"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}