{"id":5801,"date":"2017-04-13T18:21:06","date_gmt":"2017-04-13T21:21:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=5801"},"modified":"2017-04-13T18:21:06","modified_gmt":"2017-04-13T21:21:06","slug":"por-onde-anda-a-maria-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=5801","title":{"rendered":"Por onde anda a maria-do-nordeste?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong><em>Ave nativa do Nordeste brasileiro corre risco de extin\u00e7\u00e3o e precisa de ajuda da popula\u00e7\u00e3o para sobreviver<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Abril, 2017<\/span> &#8211; Uma ave pequenina, amarela e parda, t\u00edpica dos chamados <span style=\"color: #0000ff;\">&#8220;brejos de altitude\u201d<\/span>, localizados no estado do Cear\u00e1, Pernambuco e Para\u00edba est\u00e1 em grande perigo. A maria-do-nordeste (Hemitriccus mirandae) praticamente desapareceu de seu habitat natural e os pesquisadores buscam agora descobrir seu paradeiro. Para isso, iniciaram o projeto de pesquisa intitulado <span style=\"color: #800080;\">\u201cPor onde anda a maria-do-nordeste no estado do Cear\u00e1?\u201d<\/span>.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_5802\" aria-describedby=\"caption-attachment-5802\" style=\"width: 338px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/MARIA.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5802\" src=\"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/MARIA.png\" alt=\"MARIA\" width=\"338\" height=\"235\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5802\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #993300;\">Maria-do-nordeste em fase adulta, por Natanael Feitosa, Universidade Federal do Cear\u00e1. <span style=\"color: #000000;\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O estudo, da Associa\u00e7\u00e3o Caatinga, da Universidade Federal do Cear\u00e1 e Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, pretende melhor entender a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e tamanho populacional, al\u00e9m de reavaliar o status de conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Segundo a Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN) e o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, a maria-do-nordeste encontra-se hoje amea\u00e7ada na categoria \u201cvulner\u00e1vel\u201d, o que significa que a esp\u00e9cie enfrenta um risco elevado de extin\u00e7\u00e3o na natureza em um futuro bem pr\u00f3ximo, a menos que as circunst\u00e2ncias que amea\u00e7am a sua sobreviv\u00eancia e reprodu\u00e7\u00e3o melhorem. De acordo com a bi\u00f3loga Fl\u00e1via Guimar\u00e3es Chaves, doutora em Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e respons\u00e1vel pelo estudo, as principais amea\u00e7as \u00e0 esp\u00e9cie s\u00e3o a perda de habitat, a degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente, dificuldade de troca gen\u00e9tica e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Segundo a pesquisadora, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem atuar modificando as condi\u00e7\u00f5es que permitem a exist\u00eancia da ave.<em><span style=\"color: #000080;\"> \u201cAs \u00e1reas de ocorr\u00eancia da ave t\u00eam temperaturas mais amenas e precipita\u00e7\u00f5es maiores que as \u00e1reas ao redor\u201d, explica. A doutora explica que um aumento de temperatura e aus\u00eancia de chuvas podem colocar em risco a esp\u00e9cie. \u201cPor se encontrarem em \u00e1reas isoladas, que s\u00e3o serras distantes umas das outras, e n\u00e3o serem aves migrat\u00f3rias, tamb\u00e9m \u00e9 praticamente imposs\u00edvel que haja uma troca gen\u00e9tica entre as popula\u00e7\u00f5es, o que contribui para uma diminui\u00e7\u00e3o da variabilidade gen\u00e9tica da esp\u00e9cie\u201d<\/span><\/em>, alerta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Desde o in\u00edcio da pesquisa, em setembro do ano passado, at\u00e9 o momento, a ave foi encontrada em 11 munic\u00edpios dentre os 18 visitados pela equipe. <span style=\"color: #000080;\"><em>\u201cA princ\u00edpio, as quatro regi\u00f5es amostradas seriam Serra de Baturit\u00e9, Serra de Ibiapina, Serra da Meruoca e Serra de Uruburetama. Infelizmente, a aus\u00eancia de detec\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie nesta \u00faltima serra impede que ela seja inclu\u00edda no monitoramento do tamanho populacional. Observando a mata presente no local onde ela foi avistada anos atr\u00e1s, percebemos que pouco resta\u201d<\/em><\/span>, lamenta a bi\u00f3loga. Os \u00faltimos registros da maria-do-nordeste em Uruburetama datam de 2007.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Para Malu Nunes, diretora executiva da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio, um cen\u00e1rio t\u00e3o amea\u00e7ador para uma esp\u00e9cie \u00e9 um exemplo claro da necessidade de mais esfor\u00e7os em prol da conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade brasileira.<em><span style=\"color: #000080;\"> \u201cA maria-do-Nordeste \u00e9 apenas uma das diversas esp\u00e9cies altamente prejudicadas pela degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente. \u00c9 preciso que haja um trabalho integrado entre diversos atores, como institui\u00e7\u00f5es da sociedade civil, governos e popula\u00e7\u00e3o, no sentido de conservar as \u00e1reas naturais que ainda restam no nosso pa\u00eds e tentar reverter esse quadro\u201d<\/span><\/em>, completa Nunes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Participa\u00e7\u00e3o da comunidade<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">De acordo com a respons\u00e1vel pelo projeto, um trabalho de sensibiliza\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o da comunidade local est\u00e1 sendo realizado em parceria com escolas e associa\u00e7\u00f5es de moradores. <span style=\"color: #000080;\"><em>\u201cAcreditamos que apenas conseguimos conservar aquilo que conhecemos. A comunidade poder\u00e1 nos ajudar atuando na diminui\u00e7\u00e3o da degrada\u00e7\u00e3o ambiental e perda de habitat, bem como replantando mudas de esp\u00e9cies vegetais nativas para recuperar algumas \u00e1reas degradadas\u201d<\/em><\/span>, explica Chaves.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Site:\u00a0:<span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #0000ff; text-decoration: underline;\">\u00a0<a style=\"color: #0000ff; text-decoration: underline;\" href=\"http:\/\/sender.helpi.com.br\/l\/pVlgCctiJd763cGZHvL8X4OA\/1TlMXhqC8KbD5ee7XnPkSw\/tn1yuZM3ByStXGApZHKx5g\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer\">www.fundacaogrupoboticario.org.br<\/a><\/span><\/span>,<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ave nativa do Nordeste brasileiro corre risco de extin\u00e7\u00e3o e precisa de ajuda da popula\u00e7\u00e3o para sobreviver Abril, 2017 &#8211; Uma ave pequenina, amarela e parda, t\u00edpica dos chamados &#8220;brejos de altitude\u201d, localizados no estado do Cear\u00e1, Pernambuco e Para\u00edba est\u00e1 em grande perigo. 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