Energia solar vai abastecer Hospital Che Guevara em Maricá

O Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, que está sendo construído no km 23 da RJ-106, em São José do Imbassaí, recebeu na manhã de ontem – quarta-feira (29/03), uma visita guiada do prefeito Fabiano Horta para a inspeção das obras, cujo cronograma ultrapassou os 70% de execução. Quando estiver em funcionamento, o que deverá ocorrer no início do ano que vem, estima-se que, a unidade deverá fazer em torno de 25 mil atendimentos – tanto de Maricá quanto de municípios vizinhos.

MARICA II
Fernando Horta(camisa azul), prefeito de Maricá visita com secretários, técnicos e engenheiros, obras do Hospital Che Guevara. Foto: Fernando Silva.

O prefeito estava acompanhado de um grupo de médicos e enfermeiros da Saúde, convidados a conhecerem essa que será a maior instalação de Saúde da região. Fabiano Horta afirmou não ter dúvidas de que Maricá se tornará uma referência no atendimento médico. “Esse hospital é uma cidade que está sendo construída dentro de Maricá. Isso aqui tem dinâmica e logística de cidade e pelo gigantismo que carrega, eu não tenho dúvida que Maricá vai se tornar uma referência regional no atendimento do SUS”, disse. “Aproveito a ocasião para reafirmar também o nosso compromisso de conclusão dessa obra ainda este ano”, completou. “Para nós é um orgulho construir um aparelho público que vai atender a população da cidade e promover uma transformação definitiva da saúde de Maricá”, concluiu o prefeito, lembrando que o hospital é um legado para as gerações futuras depois de percorrer salas e corredores em processo de acabamento – para o qual está sendo empregado material de primeira qualidade.

HOSPITAL MARICA
Energia solar será a fonte de energia sustentável do Hospital Che Guevara. Foto: Fernando Silva

O secretário Marcos Câmara anunciou que a unidade será sustentável, ou seja, produzirá sua própria energia. O consumo, de 1,8 megawatts, corresponde a 10% do que gasta uma cidade com 150 mil habitantes como Maricá, mas não vai gerar um centavo a mais em despesa para o município. “O estacionamento contará com coberturas feitas com placas fotovoltaicas, responsáveis pelo processo de conversão da energia solar em eletricidade, permitindo ao hospital produzir sua própria energia”, explicou. Câmara falou ainda sobre as necessidades diferenciadas na realização da obra, que exigiram mais por se tratar de uma unidade hospitalar. “O prédio está todo preparado dentro das normas de segurança”, garantiu. “Instalações elétricas, prevenção de incêndio, instalações de gazes medicinais, instalações hidráulicas, entre outras, foram feitas para atender especificamente o hospital porque o ambiente hospitalar exige atenção diferenciada da normativa de engenharia, acrescentou. “No sistema de ar condicionado, por exemplo, usaremos uma máquina chamada Chillers, que trabalha com água gelada e que vai insuflar o ambiente, climatizando assim, todo o hospital”, finalizou.

Muitos dos profissionais da Saúde visitavam as áreas internas do hospital pela primeira vez e ficaram impressionados com o que viram. A enfermeira da pediatria do Hospital Municipal Conde Modesto Leal (HMCML), Juliana Cunha, não imaginava que a unidade tinha uma estrutura tão complexa. “Quem passa na Rodovia não tem noção do que está acontecendo aqui dentro. Quando se entra aqui, se percebe a dimensão do que é esse hospital”, disse. “Tudo aqui é muito grande! Tem inclusive uma UTI pediátrica, algo que o município, hoje, não tem. Esse hospital é um ganho para população e para nós, profissionais, que iremos trabalhar nele”, afirmou.

O coordenador da equipe clínica do HMCML, o médico Flávio Alvarenga também ficou surpreso. “Estruturalmente o hospital é excelente, muito mais do que eu esperava”, destacou. “Está bonito e bem planejado”, ressaltou. O médico também falou do desafio em administrar um aparelho desta magnitude. “O maior, em principio, será o tamanho dessa estrutura. Gerir uma equipe do tamanho da que vai ser necessária para ocupar esse hospital, para ele funcionar bem, vai ser sem dúvidas um desafio e uma das formas de vence-lo é a força de vontade da equipe. Isso fará toda a diferença”, afirmou. “Eu como médica, moradora dessa cidade me sinto realizando um sonho. Enquanto muitos lugares estão fechando seus hospitais, estão deixando de atender seus pacientes, nós estamos aqui construindo uma unidade de referência”, disse a secretária de Saúde, Simone Costa. “Não só para esse município não, mas seremos vistos como referencia também por outros municípios”, acrescentou.

Quando concluído o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara terá três blocos: A, B e C. No bloco A estão localizados os consultórios médicos e a recepção. Considerado o coração do hospital o bloco B possui características muito especificas, por se tratar de um ambiente com alto grau de risco, e é nele que estão o centro cirúrgico e as UTIs. E por último o bloco C onde funcionará a área de serviços como refeitórios, vestiários, administração e salas de TI. O investimento é realizado com recursos próprios da Prefeitura, de aproximadamente R$ 40 milhões (considerando as obras civis) e contará com 138 leitos para internação além de duas CTIs, 19 enfermarias (com três leitos cada), distribuídas pelos três blocos, seis salas de observação para adultos e mais três alas de observação para pediatria. A área total do terreno onde está sendo construída toda estrutura é de 128,9 mil metros quadrados. O hospital contará com tomografia, Raio X, entre outros aparelhos. A maior parte do equipamento necessário está sendo adquirida a partir de emendas parlamentares, um total de aproximadamente R$ 7,8 milhões. O prefeito estava acompanhado da primeira-dama, Rosana Horta, do vice-prefeito, Marcos Ribeiro, de secretários municipais e vereadores.

Fonte: Ascom/Prefeitura de Maricá-RJ

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