Pesquisa inédita traça perfil dos trabalhadores do setor de petróleo e gás

Levantamento ouviu 24.532 profissionais das atividades de produção e escoamento nas Bacias de Santos, de Campos e do Espírito Santo
O Programa Macrorregional de Caracterização Socioespacial dos Trabalhadores (PMCST), acaba de divulgar uma pesquisa inédita sobre os trabalhadores da indústria de petróleo e gás. O levantamento integra o segundo boletim anual do programa e reúne dados de 24.532 profissionais, cerca de 38% dos trabalhadores da indústria. As informações foram coletadas em 2024 e consolidadas em 2025, com foco no perfil socioeconômico, nos modelos de contratação, na representatividade e nas dinâmicas de deslocamento dos trabalhadores das Bacias de Santos, de Campos e do Espírito Santo.
Entre os resultados, as mulheres representaram 16,7% dos respondentes. Entre os trabalhadores embarcados, os homens corresponderam a 94% dos participantes. Já entre os profissionais em regime remoto (home office), houve maior equilíbrio, com 54% de homens e 46% de mulheres. Quanto aos vínculos contratuais, a pesquisa identificou o predomínio de trabalhadores terceirizados (63,9%) e uma parcela de 0,8% de autônomos. O levantamento também apontou que 62% dos profissionais atuavam embarcados.
A pesquisa também reuniu informações sobre a distribuição territorial dos trabalhadores. Entre os profissionais em terra da indústria offshore, a mão de obra estava concentrada no estado do Rio de Janeiro, sobretudo na capital. A cidade do Rio de Janeiro aparecia como local de residência de 17,4% dos participantes, seguida por Macaé (11%), Campos dos Goytacazes (7,15%) e Rio das Ostras (4,96%). Dos dez municípios com maior presença de trabalhadores da indústria, seis estavam no litoral fluminense. Também figuraram na lista Santos (4,18%), Vitória (2,85%), Vila Velha (2,21%) e Serra (1,74%).
“A pesquisa auxilia no entendimento de quais são os locais mais demandados para embarque, trabalho e moradia, se há municípios que se destaquem na formação dessa mão de obra, se a quantidade de estrangeiros trabalhando no setor é significativa, entre outras questões. Isso é relevante para ultrapassar as informações que se obtêm nos estudos ambientais, que informam a geração de um número específico de empregos na instalação e operação de um empreendimento, mas não trazem maiores informações”, pontua Eliza Barbosa, coordenadora do PMCST.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *